Agricultura Itinerante

Agricultura‌ ‌Itinerante:‌ ‌o‌ ‌que‌ ‌é,‌ ‌vantagens,‌ ‌desvantagens‌

Não é novidade para ninguém que há um número imenso de práticas agrícolas e uma das mais conhecidas é, sem dúvidas, a Agricultura Itinerante.

Isso porque ela é utilizada, sobretudo, nos países chamados em desenvolvimento, como aqueles que ficam localizados na América Latina, América Central e Ásia.

Atualmente, a Agricultura Itinerante também é bastante utilizada como uma forma estratégica de manter as atividades agrícolas de subsistência.

E para você conhecer e saber mais sobre essa prática tão comum ao redor do mundo, preparamos um conteúdo completo. Confira o que você vai encontrar neste artigo:

  • O que é Agricultura Itinerante?
  • Vantagens da Agricultura Itinerante
  • Desvantagens da Agricultura Itinerante
  • Agricultura Itinerante no mundo
  • Agricultura Itinerante na Amazônia

O que é Agricultura Itinerante (AI)?

Antes de explicar o que é Agricultura Itinerante é preciso lembrar que existem quatro grandes categorias de práticas agrícolas no Brasil. São elas:

  • Agricultura de subsistência: também conhecida como agricultura familiar ou tradicional. É baseada na policultura através de técnicas mais rudimentares e sem a presença de tecnologias.
  • Agricultura Orgânica: ou agricultura de “cultivo verde”, com o principal objetivo de manter o equilíbrio ambiental e desenvolvimento social.
  • Agricultura Comercial: também chamada de agricultura moderna, é onde mais se pratica a monocultura e seu objetivo é a comercialização dos produtos cultivados.
  • Permacultura: é o processo agrícola integrado ao meio ambiente, que pode envolver, em geral, a produção de plantar que são semi-permanentes e até mesmo permanentes.

Nesse contexto, a agricultura itinerante, também tradicional, é aquela que desmata alguns trechos de florestas para, em seguida, atear fogo. Essa é uma maneira de “limpar” a área. São as chamadas queimadas.

Essa é uma forma de preparar o terreno, sobretudo, para a agricultura de subsistência. A questão é que nessa prática, o terreno se torna fértil por 2 ou até 3 anos. Em seguida, o terreno é, simplesmente, abandonado.

O que acontece depois? Busca-se outra área para fazer a mesma coisa.

Principais características

Em geral, o agricultor não é o dono do terreno, mas detentor temporário dessa área.

Outra característica importante é que, nesses casos, não há tecnologia ou pessoas para trabalhar com a área. Por isso, é mais comum que essa prática agrícola seja realizada em pequenas ou áreas médias.

Uma das polêmicas em relação a AI é seu uso descontrolado, inclusive no que diz respeito às técnicas, fazendo com que a sustentabilidade e o meio ambiente fiquem em segundo plano.

A mão de obra, em geral, é rudimentar e familiar. Há, infelizmente, os casos que utilizam mão de obra infantil também.

Vantagens da Agricultura Itinerante

Apesar de não haver nenhum tipo de ponto que justifique a prática ou que possa ser considerado como vantagem, é preciso ter em mente que essa é, ainda, a realidade de muitos pequenos e médio agricultores, sobretudo aqueles que lidam com a agricultura familiar.

Desvantagens da Agricultura Itinerante

Além dos desconfortos apresentados anteriormente, na AI o manejo do solo também não é feito de maneira mais adequada. Nesse sentido, técnicas como adubação, construção de trechos de água e outros manejos fundamentais são pouco adotados.

Com as queimadas e o aumento do nitrogênio no solo, há um aumento significativo na produtividade. Entretanto, isso dura pouco tempo e logo o solo se torna fraco e improdutivo, impactando diretamente na qualidade dos produtos cultivados.  

Agricultura Itinerante no mundo

Como dissemos na introdução deste artigo, países em desenvolvimento, em geral da América Latina, América Central, Sudeste Asiático, Ásia Central e Áfricas.

Em determinados países, atualmente, esse tipo de prática agrícola tem perdido força. Isso ocorre, inclusive, pelo respeito às legislações, normas e avanços tecnológicos.

Mas a tecnologia ainda não é algo “democratizado” em determinados países, dificultando as atividades dos pequenos e médios agricultores. Até isso acontecer, infelizmente, cenas de queimadas e degradação do meio ambiente serão comuns.

Agricultura Itinerante na Amazônia

Quando se fala em Agricultura Itinerante, um dos assuntos mais polêmicos está relacionado à Amazônia.

Eliseu Alves, pesquisador e assessor do diretor-presidente da Embrapa, escreve um artigo fundamental sobre as atividades na região amazônica.

No artigo, Alves discute as alternativas que sejam capazes de alinhar a valorização das atividades de desenvolvimento da agricultura e, ao mesmo tempo, tenha como objetivo a sustentabilidade:

“É melhor ter a discussão centrada no desenvolvimento da agricultura com preservação do meio ambiente. Por que não estabelecer pólos e neles resolver os problemas de infra-estrutura, distribuição de fertilizantes, máquinas, equipamentos, assistência técnica, industrialização e venda de produtos? Por que não mudar a retórica da punição para a do desenvolvimento, com preservação, retórica está tão esquecida hoje?”

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